A PIPA E A FLOR

Espetáculo teatral baseado no livro homônimo do escritor e educador Rubem Alves (www.rubemalves.com.br). Uma viagem poética para todas as idades e lugares.

24

de

dezembro

Release

Teatro do Grande Urso Navegante

Apresenta

A PIPA E A FLOR

Adaptação do livro "A PIPA E A FLOR" (www. loyola.com.br) do escritor, educador e psicanalista Rubem Alves (www.rubemalves.com.br). Estreou em 21 de dezembro de 1999 e desde então já foi encenada em diversas instituições culturais, educacionais e empresariais do Brasil e Portugal.

Texto Original: Rubem Alves
Adaptação, Encenação e Direção: Laerte Asnis (DRT 23311/SP)
Teclado e Direção Musical: Valéria Peres (OMB 48.421)
Violino: Gabriel Zissi
Iluminação: Yuri Peres Asnis

Teatro para todas as idades e lugares


O Texto de Rubem Alves é altamente poético e trás à tona o que há de mais desejado na vida, ou seja, a valorização das relações humanas, em todos os níveis. A peça fala de amor e também de seus agravantes como a inveja e o ciúme. A peça tem música ao vivo, com repertório erudito e cantigas de roda. Um teclado e um violino fazem a poética musical. A peça é interativa. Faz refletir sobre a felicidade, o brincar e a arte do bem viver.

Release resumido

"A peça conta à história de uma pipa que ao encontrar uma flor, começa a fazer reflexões sobre a liberdade, a felicidade e o amor”.

17

de

novembro

Fala Rubem Alves


1) Correio Popular, Caderno C, 15/07/2001 - Campinas/SP 

"Hoje, quando escrevo, estão voltando de Portugal o Laerte, a Valéria, sua mulher, tecladista, e a Márcia, flautista – com os respectivos filhos. O Laerte faz teatro. Nada do que vocês estão pensando. Eu mesmo nunca havia visto teatro do jeito como o Laerte faz. É muito divertido – todo mundo fica envolvido de um jeito gostoso. O Laerte fez uma adaptação do meu livro A Pipa e a Flor para o teatro. Na verdade, ele re-criou a estória. Quando a vi pela primeira vez, chorei. Pois ele lutou aqui no Brasil para levar seu espetáculo adiante. Quase mendigou. A indiferença das escolas foi absoluta. Parece que elas já estão tão organizadas dentro das suas rotinas que não querem nada que possa atrapalhar. Enviei um e-mail sobre o Laerte para o meu amigo de Portugal, Ademar Ferreira dos Santos, diretor do Centro de Formação Camilo Castelo Branco. Muito ligado à “Escola da Ponte“. O Ademar acreditou em mim. E tomou as providências. Enviou convite imediato para o Laerte, com passagens para todos o membros da troupe. Em três meses em Portugal o Laerte fez 54 apresentações em escolas. Estive presente em várias. Foi aplaudido de pé num festival internacional de teatro (Joane 2001). Está aí a dica para escolas, empresas, prefeituras, clubes. Garanto que vocês não se arrependerão.

2) Artigo Sinapse – Folha de São Paulo de 27/04/2004
Site: www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u814.shtml

“Hoje vamos interpretar um poema", disse a professora de literatura. "Trata-se de um poema mínimo da extraordinária poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen", continuou. "O seu título é ‘Intacta Memória’. Por favor, prestem atenção." E com essas palavras começou a leitura.
"Intacta memória —se eu chamasse
Uma por uma as coisas que adorei
Talvez que a minha vida regressasse
Vencida pelo amor com que a sonhei."

Ela tira os olhos do livro e fala: "O que é que o autor queria dizer ao escrever esse poema?". Essa pergunta é muito importante. Ela é o início do processo de interpretação.

Na vida estamos envolvidos o tempo todo em interpretar. Um amigo diz uma coisa que a gente não entende. A gente diz logo: "O que é que você quer dizer com isso?". Aí ele diz de uma outra forma, e a gente entende. E a interpretação, todo mundo sabe disso, é aquilo que se deve fazer com os textos que se lê. Para que sejam compreendidos. Razão por que os materiais escolares estão cheios de testes de compreensão. Interpretar é compreender.

É claro que a interpretação só se aplica a textos obscuros. Se o meu amigo tivesse dito o que queria dizer de forma clara, eu não lhe teria feito a pergunta. Interpretar é acender luzes na escuridão. Lembra-se do poema de Robert Frost, que diz: "Os bosques são belos, sombrios, fundos…"? Acesas as luzes da interpretação na escuridão dos bosques, suas sombras desaparecem. Tudo fica claro.

"O que é que o autor queria dizer?" Note: o autor queria dizer algo. Queria dizer, mas não disse. Por que será que ele não disse o que queria dizer? Só existe uma resposta: "Por incompetência lingüística". Ele queria dizer algo, mas o que saiu foi apenas um gaguejo, uma coisa que ele não queria dizer…

A interpretação, assim, se revela necessária para salvar o texto da incompetência lingüística do autor… Os poetas são incompetentes verbais. Felizmente, com o uso dos recursos das ciências da linguagem, salvamos o autor de sua confusão e o fazemos dizer o que ele realmente queria dizer. Mas, se o texto interpretado é aquilo que o autor queria dizer, por que não ficar com a interpretação e jogar o texto fora?

É claro que tudo o que eu disse é uma brincadeira verdadeira. É preciso compreender que o escritor nunca quer dizer alguma coisa. Ele simplesmente diz. O que está escrito é o que ele queria dizer. Se me perguntam "O que é que você queria dizer?", eu respondo: "Eu queria dizer o que disse. Se eu quisesse dizer outra coisa, eu teria dito outra coisa, e não aquilo que eu disse".

Estremeço quando me ameaçam com interpretações de textos meus. Escrevi uma estória com o título "O Gambá Que Não Sabia Sorrir". É a estória de um gambazinho chamado Cheiroso, que ficava pendurado pelo rabo no galho de uma árvore. Uma escola me convidou para assistir à interpretação do texto que seria feita pelas crianças. Fui com alegria. Iniciada a interpretação, eu fiquei pasmo! A interpretação começava com o gambá. O que é que o Rubem Alves queria dizer com o gambá? Foram ao dicionário e lá encontraram: "Gambá: nome de animais marsupiais do gênero Didelphis, de hábitos noturnos, que vivem em árvores e são fedorentos. São onívoros, tendo predileção por ovos e galinhas". Seguiam descrições científicas de todos os bichos que apareciam na estória. Fiquei a pensar: "O que é que fizeram com o meu gambá? Meu gambazinho não é um marsupial fedorento".

Octavio Paz diz que a resposta a um texto nunca deve ser uma interpretação. Deve ser um outro texto. Assim, quando um professor lê um poema para os seus alunos, deve fazer-lhes uma provocação: "O que é que esse poema lhes sugere? O que é que vocês vêem? Que imagens? Que associações?". Assim o aluno, em vez de se entregar à duvidosa tarefa de descobrir o que o autor queria dizer, entrega-se à criativa tarefa de produzir o seu próprio texto literário.

Mas há um tipo de interpretação que eu amo. É aquela que se inspira na interpretação musical. O pianista interpreta uma peça. Isso não quer dizer que ele esteja tentando dizer o que o compositor queria dizer. Ao contrário. Possuído pela partitura, ele a torna viva, transforma-a em objeto musical, tal como ele a vive na sua possessão. Os poemas assim podem ser interpretados, transformados em gestos, em dança, em teatro, em pintura. O meu amigo Laerte Asnis transformou a minha estória "A Pipa e a Flor" num maravilhoso espetáculo teatral. Pela arte do intérprete —o Laerte, palhaço—, o texto que estava preso ao livro fica livre, ganha vida, movimento, música, humor. Com isso, a estória se apossa daqueles que assistem ao espetáculo. E o extraordinário é que todos entendem, crianças e adultos. Eu chorei na primeira vez que o vi.

O que é que a Sophia de Mello Breyner Andresen queria dizer com o seu poema? Não sei. Só sei que o seu poema faz amor comigo.

Rubem Alves, 70, é educador e escritor, autor de "Quando Eu Era Menino" (Papirus), "Lições de Feitiçaria" (Loyola), "Pai Nosso" (Paulus) e "Ao Professor com Meu Carinho" (Verus), entre outros. Atualmente, dedica-se às releituras de "Zorba, o Grego", de Nikos Kazantzakis, "Cem Anos de Solidão", de Gabriel Garcia Márquez, e "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa.

15

de

novembro

Pequeno diário

O Teatro do Grande Urso Navegante, criado e dirigido por Laerte Asnis, Ator e Diretor (DRT 23311/SP), nasceu em São Paulo/ Brasil em 1991. O Grupo navega nas correntezas poéticas da vida, procurando oferecer ao público de todas as idades, momentos de lirismo, serenidade, simplicidade, amor, paz, descontração e reflexão.
Tem em seu repertório musical, antigas cantigas de roda e músicas eruditas, interpretadas ao vivo pela Pianista e Tecladista Valéria Peres (OMB 48421/SP)
Utiliza recursos artesanais na confecção dos elementos cênicos. No trabalho do Teatro do Grande Urso Navegante a interação com o público é intensa e fundamental.

Através de  nosso trabalho investimos na formação de platéia. O Teatro prepara a criança para adquirir o hábito de convivência com diversas atividades culturais e fortalece a educação de um modo geral, pois amplia a capacidade da criança de compreender o mundo no qual vive

As crianças se tornarão, no futuro, adultos mais conscientes da nossa realidade e capazes de transformá-la, construindo uma sociedade mais humana, pacífica e feliz

Pretendemos contribuir com o desenvolvimento pleno da cidadania fazendo com que o direito do cidadão à arte e a cultura, ao entretenimento e ao lazer, seja garantido, como prega a própria Constituição brasileira

O grupo também ministra oficinas de teatro para todas as idades.

Maiores informações e Contratações, ligue ou envie um e.mail:

(11)95112557
grandeursonavegante@gmail.com

Responsável

Laerte Asnis – Ator e Diretor
DRT 23311/SP

Teatro do Grande  Urso Navegante, Núcleo da:

 

8

de

novembro

Artigo do jornal O ESTADO DE S.PAULO

Artigo publicado no Suplemento Feminino do jornal O ESTADO DE S.PAULO
em 13/08/2006 (Foto de capa)

Paternidade fora do padrão
Eles educam seus filhos sem seguir as tradicionais regras sociais e se orgulham de lhes oferecer uma rotina diferente

Ciça Vallerio

Alguns pais nadam contra a maré das convenções sociais. Da rotina diária à educação, esforçam-se bravamente para oferecer aos filhos uma vida fora dos padrões - sempre com o apoio das parceiras, vale observar. O ator e diretor de teatro Laerte Asnis é um desses raros exemplares. Por causa de seu estilo alternativo de criar os rebentos, já encarou olhar torto de familiares e amigos.

Os seus filhos Gabriel, de 13 anos, e Yuri, de 10, cuja mãe é pianista erudita, foram “concebidos no palco” e convivem numa atmosfera teatral desde bebês. Laerte (foto de capa) criou a Cia de Teatro do Grande Urso Navegante, projeto pelo qual faz adaptações de livros e apresenta as peças em teatros, escolas, hospitais e empresas, de vários cantos do País.

A família forma uma trupe de saltimbancos, na qual cada um tem a sua função. O filho mais velho toca violino durante as apresentações e acompanha a mãe no teclado, enquanto o pai é o ator. O mais novo, em breve, vai assumir o violão. Todos trabalham juntos, na frente e atrás do palco. Os garotos foram alfabetizados em casa. Gabriel só entrou na escola aos 10 anos e foi direto para a quarta série. Aos 7 anos, Yuri foi encaixado na primeira série, já sabendo ler, escrever e fazer contas.

“Meus filhos estudaram ouvindo histórias, músicas - que vão de Bach a Jerry Lee Lewis - e cantigas de roda”, conta Laerte, de 45 anos. Instruíram-se também brincando de jogo da forca, xadrez, entre outros. Durante as viagens, liam placas das estradas, nomes de ruas, embalagens, livros… O mais novo aprendeu matemática ficando à frente da bilheteria durante as apresentações.

Os dois conheceram muitos lugares diferentes: periferias, favelas, acampamentos dos sem-terra, hotéis baratos e caros. Andaram de Fusca, de Mercedes, trem, avião, comeram em botecos, restaurantes de beira de estrada e finos. “Acredito que essa diversidade de informações contribuiu demais para o desenvolvimento do Gabriel e do Yuri. Eles sabem dar valor às coisas”.

8

de

novembro

Fotos

 

8

de

novembro

Opinião de Rubem Alves

Assunto: Juro que vale a pena! Você não se arrependerá

Como você sabe, eu escrevo estórias para crianças. Essas estórias têm rodado por aí, e descobri que não são só as crianças que gostam delas. Os adultos também. E elas têm sido usadas nas situações mais variadas, em terapia e até mesmo por empresas. É que a verdade das crianças são verdades de todas as idades. Uma coisa é ler o livro que eu mesmo escrevi. Como fui eu que escrevi, a leitura não me causa mais surpresa. Mas a surpresa me aconteceu quando vi um dos meus livros encenado por um artista fantástico, o Laerte Asnis. O Laerte faz teatro. Mas o teatro dele, eu nunca vi igual. Ele tomou uma de minhas estórias. “A Pipa e a Flor”, transformou-a com a sua imaginação, deu-lhe vida e todo mundo que participou do espetáculo viveu aquilo que eu havia escrito, inclusive eu.. Na verdade, muito mais do que eu havia escrito. Acredite: fiquei emocionado. Todo mundo ficou. Ao final, todo mundo estava feliz, comovido e pensativo. Isso é a coisa extraordinária da brincadeira teatral do Laerte: ela faz pensar. Tem uma função estética – é bela; uma função lúdica – todo mundo brinca; e uma função pedagógica – todo mundo pensa. Se eu pudesse faria com que todo mundo participasse do teatro do Laerte. E é por isso que eu estou lhe escrevendo: para dizer que o teatro dele é muito bom, vale a pena, é para pequenos e grandes. Junto com essa vai uma descrição do Projeto “Livro em Cena”, com referência especial ao meu livro “A Pipa e A Flor”. Se você puder abra um espaço para ele. Veja: estou me comprometendo pessoalmente, dou-lhe a minha palavra: você não se arrependerá. Depois, me conte..

Um grande abraço do

Rubem Alves

8

de

novembro

Total de apresentações desde Fev/99


Número total de apresentações até o momento: 550

8

de

novembro

Do Brasil para Portugal

“Do Brasil para Portugal ·Uma proposta de teatro nas bibliotecas ”.
[02-05-2001]
Chama-se Teatro do Grande Urso Navegante, e é um grupo brasileiro que veio a Portugal apresentar uma belíssima peça para crianças chamada "A pipa e a flor" - da autoria do pedagogo Rubem Alves - e animar oficinas de teatro em escolas e bibliotecas. Deveriam voltar para o Brasil agora no final de Abril, mas gostaram tanto do nosso país que decidiram ficar até Julho. E têm vontade de conhecer mais e de levar a mais lugares a sua arte, o seu espectáculo e o Brasil de onde vêm, que não é o das famílias ricas das novelas: "nós estamos na contramão da história", dizem. O espectáculo que apresentam é um exemplo da animação que vale a pena fazer nas bibliotecas: uma peça extraída de um livro, uma peça que dá tanto prazer como faz pensar. Assim. Simplesmente, sem artefactos desnecessários: um actor, dois músicos e o seu público. Nem sequer um palco: uma roda de amigos “

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://apipaeaflor.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.